Arco-íris


Ela não tem noção da perfeição dela.

Foi a primeira coisa que ele pensou quando ela veio caminhando em sua direção.

E ele estava certo. Ela realmente não tinha.

Enquanto ele disfarçava o olhar, encontrando momentos justificáveis para observar o seu jeito tímido, ela imaginava se teria alguma chance com ele.

Ela se aproximou e sentou ao seu lado. Afinal, ela era modesta, não covarde.

Ele notou com cada parte de seu ser que ela estava ali, mas fingiu fazer pouco caso.

Em silêncio, ela pegou a mecha de cabelo que sempre irritava o seu rosto e colocou atrás da orelha. O rosto pareceu queimar sendo observado por ele, então ela soltou a mecha novamente. Pronto. Assim ela estava protegida.

No chão uma varinha de madeira sendo cúmplice desse momento. Ela pegou a varinha e começou a desenhar na areia.

Ela sentou aqui… eu podia falar alguma coisa.

Ele olhou o desenho que ela ia fazendo.

Que tipo de arte é essa?

Ela sorriu e prendeu a mecha de cabelo novamente.

Gênio dos diálogos (pensou de maneira amarga)

Mas ela respondeu com um sorriso mais largo.

Era para ser um arco-íris. Eles são tão lindos. Não acha?

Ele não estava interessado no arco colorido dos céus. O sorriso dela já formava o mais incrível de todos eles.

Acho.

Publicado por

Bianca Menti

Se você chegou até aqui procurando respostas, sinto muito, mas eu também não as tenho. (Tampouco acredito que alguém possa nos ajudar neste quesito). O engraçado é que quanto mais certeza eu tenho sobre esse fato, menos medo eu sinto. A vida é mesmo essa inquietude infinita que nos move sem termos muita segurança! Que assim seja, vamos desfrutá-la!

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