Mulher 


Desde que ela havia partido ele se sentia perdido. Parecia uma bússola que não apontava para lugar algum. 

Todos os dias ele se atrapalhava para acordar no horário. Ao sair de casa, esquecia alguma coisa. A porta? Esquecia de chavear. E ao chegar em casa, parecia que nada tinha para fazer.

Não é que ela mandasse nele, de forma alguma. Tampouco acreditava que era impossível viver alguns dias sem sua presença. O fato é que sempre que ela precisava viajar, ele se sentia assim… Como uma balão que voa sem rumo, conforme o vento. 

Então ela voltava e a vida parecia entrar nos eixos. Até acontecer o de sempre: ela se tornava, mais uma vez, imprevisível. Tinha dias em que chegava radiante e tudo o que queria era estar perto dele. Noutros momentos, ele tinha a nítida impressão de que havia feito algo errado, porque ela simplesmente soltava sua fúria sobre ele.

E assim ele enfrentava seus dias, acompanhando e refletindo aquela montanha russa de emoções. Fosse como fosse, prefiria a adrenalina de sua companhia ao vazio de sua ausência. A mulher é o termômetro da vida!

Publicado por

Bianca Menti

Se você chegou até aqui procurando respostas, sinto muito, mas eu também não as tenho. (Tampouco acredito que alguém possa nos ajudar neste quesito). O engraçado é que quanto mais certeza eu tenho sobre esse fato, menos medo eu sinto. A vida é mesmo essa inquietude infinita que nos move sem termos muita segurança! Que assim seja, vamos desfrutá-la!

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