Paz 


Pode parecer estranho, mas ela não estava acostumada com aquela sensação. Parecia que o mundo havia parado, silenciado por um longo tempo. Dentro do peito quase não se ouvia as batidas que pareciam ter entrado em harmonia. A respiração estava leve e tranquila. O que seria toda essa calmaria silenciosa?

Paz.

Três letras que não são capazes de representar a serenidade que imprimem na alma.

Não era tédio. Não era tristeza. Não era comodismo. Nem luto. Era simplesmente paz – como se houvesse alguma simplicidade nesse sentimento.

Apesar de perseguir essa sensação a vida inteira, não sabia muito bem como lidar com ela. Estaria traindo seus sonhos? Desistindo da mudança? Se consolando com o comum?
Pode parecer idiotice, mas ela havia aprendido que ficar feliz com o simples era mediocridade. A paz lhe parecia preguiça típica dos tolos.

Ficou lá sentada, tentando entender aquele novo mundo que lhe era introduzido. Apreensiva, sem saber para onde ir e quais planos fazer, decidiu que por ora ficaria bem, por ora.

O ser humano tem dessas coisas… Deseja, mas não sabe lidar bem quando é atendido. 

Publicado por

Bianca Menti

Se você chegou até aqui procurando respostas, sinto muito, mas eu também não as tenho. (Tampouco acredito que alguém possa nos ajudar neste quesito). O engraçado é que quanto mais certeza eu tenho sobre esse fato, menos medo eu sinto. A vida é mesmo essa inquietude infinita que nos move sem termos muita segurança! Que assim seja, vamos desfrutá-la!

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