Das esperas da vida

Sem desconfiar, caminhamos todos para a eternidade. Sempre para depois, sempre em outra ocasião, quando não houver chuva, quando estiver se sentindo melhor, quando der vontade. O depois. Depois… depois do que mesmo?

Quem garante o dia de amanhã? O sol depois da chuva? A autoaceitação com sabedoria? Quem foi que disse que você terá um depois do agora?

Que a morte é certa, ninguém duvida. Mas será que o seu lembrete está consciente nos convites prazerosos que recusamos? Na vida que escondemos atrás das cortinas da alma? Nos sorrisos que não damos?

Quanto tempo você tem? Quantas segundas-feiras poderiam ser melhor aproveitadas se soubéssemos que não haveria outro sábado? Quantos abraços daríamos se soubéssemos que seriam os últimos?

Não espere pela eternidade se você não desfruta nem do efêmero.

Publicado por

Bianca Menti

Se você chegou até aqui procurando respostas, sinto muito, mas eu também não as tenho. (Tampouco acredito que alguém possa nos ajudar neste quesito). O engraçado é que quanto mais certeza eu tenho sobre esse fato, menos medo eu sinto. A vida é mesmo essa inquietude infinita que nos move sem termos muita segurança! Que assim seja, vamos desfrutá-la!

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